O som de uma mensagem recebida no telemóvel acordou-o. O relógio marcava 3 da manhã. Olhou para a mulher que continuava a dormir placidamente ao seu lado. Àquela hora, só podia ser uma pessoa. A mensagem, uma palavra apenas : amanhã. Ia vê-la amanhã. Sentiu o estômago contrair-se instantâneamente, algo que acontecia sempre que pensava nela. Já não se viam há muito tempo, demasiado até.
Lembrava-se perfeitamente da última vez em que se viram, conseguia ainda ver com clareza a expressão do rosto dela, quando ele lhe fez a pergunta de sempre : Vais voltar ? Sentiu a hesitação dela, prendeu a respiração esperando, esperando que dessa vez ela lhe dissesse que sim, que ia voltar. Estava convencido que daquela vez, a resposta quase foi diferente, mas no último momento, ela voltou-se e disse que não, não voltaria.
Mas amanhã, sim, amanhã encontrar-se-iam outra vez. No sítio de sempre. Onde por momentos, sempre tão breves, a teria nos braços e a amaria. Fingindo que não, fingindo que não a conhecia tão bem como a si próprio. Tratando-a como a uma estranha com quem partilhava apenas o corpo e umas horas de prazer.
Ao contrário do que ela pensava, conhecia-a, demasiado bem até. Por isso aceitava jogar nos termos dela, aceitava as condições dela, mas conhecia-a. Antes até de lhe ter falado pela primeira vez já a conhecia. Costumava vê-la ao longe, frequentavam os mesmos lugares, despertou-lhe a atenção pela primeira vez numa tarde em que a viu sentada sozinha numa mesa do café. Sempre foi observador e num momento de tédio enquanto esperava a mulher que tinha ficado de se encontrar com ele ali depois de uma expedição de compras, entreteve-se a observar os restantes clientes.
O olhar prendeu-se nela. Apesar do aspecto cuidado, havia nela um ar de desalinho que achou curioso. Como se tivesse passado no meio de um grande vendaval que deixou tudo ligeiramente fora do sítio. Era Inverno e ela trazia um casaco de fazenda pesado com um dos botões pendurado, o cachecol estava desfiado numa das pontas e várias madeixas de cabelo escapavam do rabo de cavalo com que o tinha prendido. O rosto era bonito, se bem que não harmonioso, o nariz era demasiado grande e destoava do resto das feições, os labios eram finos e as maçãs do rosto salientes, mas os olhos… foram os olhos que o prenderam. Nunca tinha visto olhos daquela cor, não conseguia dizer com certeza se eram azuis, verdes ou cinzentos, mas mais do que a cor, foi a expressão que o cativou.
Viu-a mais vezes, muitas mais, antes daquele dia em que a abordou na livraria. Antes da primeira vez. Sabia que o nome que lhe dissera ser o seu não era verdadeiro, não foi preciso muito para o descobrir. Sabia tudo o que ela a tanto custo lhe tentava esconder, aprendera-o nas entrelinhas, de tudo o que ela lhe tinha dito, não querendo dizer a verdade. E amava-a. Amanhã, amanhã voltaria a perguntar e talvez desta vez ela respondesse que sim quando lhe perguntasse : Vais voltar ?
Não estás aqui. Gostava que estivesses nem que fosse por um minuto. Queria perguntar-te tudo aquilo que nunca me disseste. (...) Culpo-me por algo que possa ter feito ou dito. Culpo-me por tudo aquilo que não fiz e não disse. Culpo-me principalmente por nunca te ter dito que te amo.
Será que te vou voltar a ver? Entraste na minha vida como um furacão. Destruíste tudo à minha volta. Tu, só tu. Nada mais restou do meu velho mundo, nada mais importava. Só tu. Saíste da minha minha vida da mesma maneira que a invadiste, destruindo tudo outra vez. Deixaste a dor, a tristeza, o vazio e a devastação do pequeno mundo que construí à tua volta. Não estás aqui. A minha vida ficou vazia. Não tive um aviso, um sinal, um adeus. Nada! Deixaste-me um bilhete, que recebi meses depois da tua partida. Li-o. Sorri. Foi a primeira vez que sorri desde que partiste. Uma mensagem curta, que terminava com um "amo-te".
Se me amas fica! Não dizem que o amor vence todas barreiras ? Eu também te amo! Fica!
Que injusto, tiveste a última palavra. Escreveste o que eu mais queria ouvir e dizer-te. Ao ler o teu "amo-te", sorri com um rio de lágrimas a descer pela minha face. Respondi-te em voz alta, "amo-te, amo-te, também te amo", na infantil esperança que me ouvisses. Em vão…?
Se me amas porque não me disseste? Se me amas porque partiste? Se tinhas mesmo de partir, devias ter-me dito o que sentias. Se me amas… Se alguém que eu amo me ama, por que motivo me sinto tão só, tão vazio? Vazio mas cheio de amor para dar. Para te dar. Só tu importas.
Pergunto-me constantemente quando te voltarei a ver, se é que te voltarei a ver. Começo a pensar que não, pois não te mereço, caso contrário estarias aqui, e eu não estaria a escrever nestas linhas, na esperança que estas minhas palavras cheguem até ti.
Apesar de não acreditar, sinto algo dentro de mim, uma faísca de esperança, que parece dizer-me, "um dia, um dia". Esse dia, soa a um dia distante, tão distante, que posso já ter sofrido tudo o que há para sofrer. O sofrimento destrói os bons sentimentos. Tenho medo de chegar a esse dia e já não sentir. Tenho medo de não te reconhecer. Pior ainda, que tu não me reconheças.
Lembro-me de ti a toda a hora, mas a tua imagem na minha memoria vai-se desvanecendo com o tempo. Obrigo-me a lembrar; da tua voz doce, dos teus olhos tão azuis nos quais me parecia perder, do teu cabelo louro, fino, brilhante, do teu sorriso encantador em que ao sorrir parecias iluminar uma sala, um sorriso tão contagiante que era impossível não sorrir contigo, o teu toque, suave, quente, meigo. É impossível esquecer o que representaste para mim, não vou esquecer a pessoa que foste na minha vida. Nunca te vou deixar de amar mesmo amando outra mulher. Tens e terás sempre um cantinho só teu no meu coração... O problema é que esse cantinho é ainda todo o meu coração. Não quero esquecer nada, por isso todos os dia me obrigo a lembrar. Lembrar para não esquecer.
Dói. Ainda dói muito, mas já não custa tanto. Não sei se dói menos, ou se me habituei à dor. Não importa. Já não choro como chorava pois as memórias que guardo são boas. Sorrio. Tristemente, sorrio.
O tempo passa. Voltei a gostar de alguém, mas nunca lhes falei de ti. Tentei mas nunca falei. Acredito que se soubessem quem tu foste na minha vida, as ajudava a perceber quem eu sou. Estou certo que sim, mas não consegui invadir a minha própria privacidade. Consigo escrever mas não falar sobre o passado. As palavras saem soluçantes e parecem ser sempre as palavras erradas. Admito que tive medo, medo de as fazer sentir que estariam a competir contigo. Medo de elas acharem que não estavam à tua altura. Medo que elas sentissem que eram uma segunda escolha. Eu não tenho a certeza se o são ou não, mas isso não significa que queira magoar alguém, pois para dor já basta a minha. Por isso, nesta minha nova vida sem ti, tu és só minha, és o meu mais bem guardado segredo. Ninguém sabe. Infelizmente não és só minha como eu sonhava, mas na medida do possível, só minha.
Adoro este termo, "medida do possível", como se o possível, fosse possível medir.
Eu não quero falar de ti. Quero falar contigo. Onde estás? Diz-me onde! Só quero saber se continuas com aquele sorriso encantador, se continuas feliz, pois bela sempre serás. Ainda te lembras de mim?
Dentro de mim há amor. Dentro de mim há raiva. Não sei. Sinto um misto de amor e raiva. Amor por ti, raiva por não poder estar contigo. É provavelmente este conflito de sentimentos que me faz acreditar que nada, NADA me pode impedir de te voltar a ver, de estar contigo. Sei que não será hoje, nem amanhã, mas um dia...! Enquanto esse dia não chega, espero, sofro e lembro, lembro-me de não esquecer.
Anos... Incrível, já passaram mais anos do que dedos que os contabilizem, desde a última vez que te vi. Doze anos desde a primeira lágrima que chorei por ti. Doze anos de dor, saudade, tristeza, raiva, amor e esperança.
O tempo passa é verdade, mas é mentira que o tempo cure tudo. Quanto tempo precisa o tempo para curar? Será que quando o tempo tiver tempo de curar a minha dor, eu terei ainda tempo de viver sem ela?
Sempre que recuo todo este tempo na minha memória, sinto a mesma dor que senti naquele dia, a mesma confusão na minha cabeça, volto a fazer as mesmas perguntas e os meus olhos mais uma vez enchem-se de lágrimas que tento a todo o custo conter. Não quero chorar mais por ti. De vez em quando, lá me foge uma lágrima ou outra. Quero sorrir por ti, para ti. Quero viver o resto da minha vida a sorrir e sorrir quando te voltar a ver.
Por agora recordo, enquanto recordo escrevo, escrevo-te, desejando que estas palavras encontrem o caminho até ti. No fundo talvez escreva para mim mesmo como uma maneira de ter esquecer, lembrando-me de ti. Na verdade, sem ti não sou ninguém, por isso se não é para ti escrevo então é inútil escrever, pois todas estas palavras estão condenadas a perderem-se em frases que nunca ninguém irá ler, palavras espalhadas por folhas de papel que serão dispersas pelo tempo e impossíveis de reordenar, pois estas palavras são sentimentos. Se fosse possível organizar sentimentos que são desorganizados por natureza, não existiria a dor, pois ela seria suavizada pela organização sentimental.
Escolho viver o momento fugindo do passado, mas o que posso fazer quando os meus momentos estão cheios de passado? Se a vida são dois dias e um já passou, qual é o problema de passar o dia que me resta a recordar? O futuro não me pode preocupar, pois o dia está a acabar e quero chegar ao fim dele com as tuas palavras a ressoar na minha mente como se em vez de escritas tivessem saído da tua boca:
«Vejo o teu esforço para esconder as lágrimas. Vejo o teu sorriso tentando esconder a dor. Não chores nunca por mim, eu não sinto nem dor nem medo. Fui feliz, muito feliz contigo e estou feliz por te ter conhecido, feliz por ter sentido sempre, que me amas.Um dia quando voltares a amar, vais sentir um empurrãozinho em direcção a ela e isso, serei eu a teu lado sorrindo e dizendo-te, "força".O meu único desejo é poder abraçar-te segundos antes de partir e poder dizer-te não Adeus, mas sim Amo-te.»
Querer ver-te, envolver-te nos meus braços, beijar-te, falar contigo podem ser desejos impossíveis, mas tudo o que é possível hoje, foi impossível um dia. Se me for permitido, tornar um dos meus impossíveis em possível, que seja; estas palavras chegarem até ti enquanto espero um sinal teu. Até lá continuo a construir o meu caminho que me levará onde ninguém foi ainda, caminhando sozinho, procurando a tua cara na multidão.
Um dia quando partir, não haverá dor nem tristesa, lágrimas ou saudade, nem céu ou inferno, santos ou demónios, bem ou mal. Não haverá medo só certeza. A certeza que o meu caminho só termina em ti.
(Excerto de Amor e Perda, por Bruno Fehr)
Se tu andasses movido apenas ao meu desejo, os teus pés correriam velozes sobre a cidade.
Se o teu corpo se sacudisse ao som dos meus pensamentos (que, mudos, te chamam), dançarias todos os ritmos com graciosidade felina.
Se os meus gritos surdos de loucura pudessem dotar-te de força, nascer-te-iam asas nas costas, e tocarias as nuvens com a ponta dos dedos.
Porque me povoas as noites com a luxúria dos sonhos livres, que me ensopam a pele e me consomem a razão.
Porque os meus olhos falsificam, ao olhar-te, o crescente murmúrio do meu corpo que se quer fundir no teu.
Porque a dança dos meus sentidos é teia invisível em teu redor, adormecida para que dela nunca suspeites.
É desejo nú o que me atormenta, meu bem.
Que o meu coração não te pertence, nem se deleita com o ouvir da tua voz ou o sentir do teu perfume.
Não.
Eu não te amo, guerreiro.
Mas este desejo sim, tem o teu nome tatuado em brasa.
Perde-te no mapa do meu corpo
Sente o vento que suspira
A mansidão dos cumes
Há azimutes que não seguiste
Linhas rectas, linhas curvas
Por onde teu dedo não passou
Faz contas, sonha o caminho
Que serpenteia por minha pele
E traça teu rumo de nómada
Pousa bússola em terra chã
Olha o Norte nos meus olhos
E avança pelos trilhos
Trepa pelas curvas de nível
Galga montes sinuosos
Demora-te em vales recônditos
Arranca o fôlego à brisa
Incendeia a lenha rasteira
E repousa no teu destino
Este é o terceiro e último texto deste passatempo. Eram para ser 4 mas um foi retirado a pedido da autora.
Tencionamos em breve fazer um novo passatempo de tema livre. Os interessados podem começar já a escrever.
Era uma vez...
Há muito, muito tempo, numa fortaleza do Norte de África, governava uma rainha, de nome Íris. Bela e delicada como uma flor, Íris era apreciada e amada pelo seu povo... Mas odiada por quem queria apoderar-se do poder...
No quarto, iluminado pela lua cheia e percorrido por uma brisa agradável que agitava ligeiramente as cortinas do mosquiteiro, um casal repousava.
Nos braços de Ismael, Íris não dormia. Tinha tanto em que pensar, tantas responsabilidades, para com o reino, para com o povo, mas a respiração calma do amado que dormia, da paz que os unia, acabou por embala-la e o sono chegou.
Os dias decorriam serenos, com as responsabilidades de ambos divididas, pois ela governava o povo, e ele vinha do povo. No entanto, a força dos sentimentos unira-os e era um casal dedicado ao bem-estar do reino, do povo que adoravam e que lhes retribuía esse afecto. O reino crescia, próspero e em paz, longe de guerras e tumultos.
A vida corria sem grandes sobressaltos mas o perigo espreitava.
Teresa, a sacerdotisa, desejava o poder, e começou a conspirar para derrubar Íris.
Em pouco tempo, descobre que a única forma de destronar a governante seria através do marido, de conseguir quebrar a ligação que os unia. Tirando-lhe o Amor que a alimentava, Íris fraquejaria e estaria à mercê dela.
Teresa, sedutora e inteligente, procura e encontra aliados.
O primeiro, seria o irmão de Íris, que não pudera governar devido às leis de sucessão e que cobiçava ser rei. Não sendo, nem de longe, tão apreciado pelo povo, era um trunfo forte devido à sua origem.
Depois, Teresa começou um jogo de sedução, com Ismael. Conquistou a sua confiança para o conhecer melhor, e descobrir-lhe as fraquezas. A tarefa revelou-se simples. Usou a insegurança dele, devida à diferença de estatuto. Disse-lhe que as pessoas nem sempre entendiam os sentimentos dele. Que o consideravam interesseiro e materialista. Aproveitando estas fragilidades, Teresa começa a envenenar-lhe o espírito, insinuando que Íris lhe seria infiel.
Ao mesmo tempo que esta conspiração se desenrolava apareceu na corte um embaixador vindo de uma tribo vizinha. Querendo manter a paz na região, que tanto tinha custado a alcançar, Ísis vê-se obrigada a passar algum tempo com esta visita, em reuniões e encontros políticos, descurando um pouco a harmonia familiar.
Por sua vez, o embaixador sente-se logo atraído pela governante, a qual não suspeita de nada.
Ismael, cada vez mais só, cada vez mais influenciado por Teresa, começa a acreditar na infidelidade da esposa.
Algum tempo decorre e o clima entre o casal começa a deteriorar-se. As insinuações de Teresa e alguns factos que não passam de coincidências e de coisas banais, são agora, aos olhos de Ismael, prenúncios de traições.
Teresa, prosseguindo o seu plano, consegue subornar o Guarda-Real, para a avisar de todas as movimentações de Íris. A armadilha, cada vez mais maquiavélica, estava montada!
Numa tarde de Verão, o embaixador tenta seduzir a governante. Oferece-lhe flores raras e jóias preciosas.
Ismael, de longe, observa a cena mas não percebe a resposta negativa que a esposa dá ao embaixador. Teresa, ao seu lado, “interpreta-lhe” a cena: as flores e as jóias eram uma oferta pelo amor que os uniria, pelo sexo que teriam tido.
Ismael fica louco. Chega perto de Ísis e discutem.
Da nada valeu a Íris tentar explicar o que se estava a passar. Ismael ficou irredutível. Queria acabar com o casamento, que não tolerava traições:
- Já não és a minha flor! – responde num tom frio.
O casamento deles acaba e Íris entra em depressão. Fragilizada no que lhe dava força, acaba por permitir que o irmão tomasse o seu lugar e deixa o poder. Fora desacreditada na sua essência, perdera as forças, perdera até a vontade de viver.
O irmão toma o poder, influenciado por Teresa e pelo Guarda-real e o povo sofre alguma opressão. O reino perde a prosperidade alcançada e a guerra avizinha-se, em parte devido ao incidente com o embaixador, que se retira.
Irís definha, como uma flor que murcha. Exila-se numa das suas fortalezas fora da capital do reino, ausente da realidade política e do mundo em geral. O irmão assegura-se que esteja alimentada e cuidada, mas sem interesse por nada, sem acesso às novidades da corte.
Teresa consegue seduzir Ismael, que tenta com ela uma vida em conjunto, mas com grandes dificuldades. Ele sente falta da sua flor, dos seus carinhos.
E os anos vão passando, num reino que vai perdendo o brilho próspero de outrora, sob influência gananciosa e desgoverno político.
Mas um dia...
Ismael é chamado ao reino vizinho. Pensando ir em trabalho, depara-se com o embaixador às portas da morte.
Revoltado por ter de o encarar, tenta sair da sua presença.
Mas antes de Ismael sair, o moribundo revela que Íris é inocente. Que nunca acontecera nada apesar das suas investidas, que ela sempre o recusara por Amor ao marido.
E diz-lho apenas porque sempre esperara que Íris o desejasse e amasse como amara Ismael, mas ela partira e ele nunca mais a tinha visto. E findo estes anos todos, o embaixador estava mortalmente ferido e desejava morrer com a consciência tranquila de quem dissera a verdade.
Um calafrio percorre Ismael. A revolta que sente é enorme.
O embaixador, nas suas últimas forças, revela que fora contactado por Teresa para ajudar nos seus planos. Prometera-lhe ouro e a rainha. Ele aceitara, porque a desejava. Revela também o envolvimento do irmão e do chefe da guarda.
Ismael corre para Íris.
Esta, no primeiro impulso quase que o beija.
Ainda gostava dele.
Após aqueles anos todos, ainda gostava dele.
Ele tenta pedir desculpa. Falam durante muito tempo. Ela continua magoada por ele não ter acreditado nela. Ele sente-se revoltado por se terem aproveitado dos seus sentimentos, pela sua fraqueza, por ter duvidado dela.
Regressam à capital.
Ismael confronta Teresa que nega tudo. Contudo, ele não fora o único a ouvir a confissão do embaixador. O irmão de Íris é também deposto. O Guarda-Real incrimina Teresa, que foge.
Alguns dos súbditos mais fiéis a Íris perseguem-na para que a justiça seja feita, mas acabam por morrer nas mãos dela e dos seus guardas. Apenas um regressa contando o sucedido.
Íris não regressa ao poder. Uma doença apoderara-se dela e consumira-a tanto quanto a sua tristeza e estava em fase terminal.
Os últimos dias de Íris aproximam-se.
Ismael despede-se de sua flor. Apenas a dor dele não ter acreditado nela a magoava, de resto, estava serena. E ele também sofria com isso.
- Minha flor... Perdoa-me...
Com um sorriso triste e sem forças para falar, ela toca-lhe no rosto amado e debruçado sobre a sua mão.
- Encontramo-nos noutra vida, amor...
E com estas últimas palavras, Íris fechou os olhos para sempre.
Ismael chorou.
Nada mais podia ser feito... apenas restava a esperança de se encontrarem numa próxima vida para reviver o amor verdadeiro que sempre os unira…
Por: Tulipa Branca
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