Foi numa noite apagada que tudo começou
Fugindo da madrugada e daquilo que eu sou
Encontrei um caminhante que me disse sem falar
Para parar correr e viver a vida a caminhar
Caminhei na noite eterna em busca da alvorada
Seguindo sempre em frente a cada encruzilhada
Cavaleiro sem cavalo, reino, espada ou destino
Frio, ausente e distante, um parvo armado em paladino
Ansiei em encontrar o calor de um sentimento
Em tudo diferente do fingimento do momento
Foi então que encontrei a mais bela das mulheres
Num campo verdejante salpicado de malmequeres
Ao longe o oceano da minha vida que já não é
O teu longo cabelo a ondular ao som da maré
As estrelas ofuscadas pelo brilho do teu olhar
Perdemo-nos num abraço de quem aprendeu a amar
Os nossos olhos cantaram uma canção que não escrevi
Mas uma nuvem negra levou o melhor momento que vivi
Perdido, olho em volta e não vejo vestígios de um caminho
Sigo em frente consciente de que sigo só mas não sozinho
Como sei, perguntas-me tu?
São os teus olhos que falam comigo e me contam de Mundos partilhados, de viagens fantásticas, de vidas trazidas, em memórias, ao presente, que me acariciam a pele sem me tocar.
São as tuas palavras embalando-me a alma, cantando-me trovas sem o saberes, nutrindo-me o coração, afagando-me o corpo, calando-me, aos poucos, o medo.
É o cheiro da tua pele na minha, um chegar a casa com o corpo cansado e a precisar de mimos, um aroma a pertença, a partilha, a doçura.
É o teu abraço forte que me protege e ampara, o ninho que crias para que nele me aconchegue e ressurja, equilibrada e forte.
É o beijo da tua boca vermelha na minha, promessa de brisa que sossega a tempestade revolta do mar, que acalma o chocalhar disperso das pulseiras de cigana que me adornam os braços, que me faz querer ficar ali, suspensa no tempo, no espaço, sem peso, sem saber, sem pensar.
São os segredos partilhados, as cumplicidades tão reconhecidas, o ser um e ser dois e crescer mais e querer mais, as descobertas de todos os dias, o sabor a mar nos lábios, e a terra para fincar os pés, e o fogo no peito, e o ar para espraiar as asas.
Como sei?
Não sei.
Mas quando penso em ti, recordo-me de tudo isto.
Como o Natal está aí à porta , achei que deveria falar de realização pessoal, tentando também duma certa forma englobar o espirito para que serve este blog Prisão de Palavras , uma ideia original de Bruno Fehr para dar uma oportunidade expressiva a quem também partilha da paixão pela escrita, e também porque é uma das poucas artes que se pode ser de facto l i v r e , usando uma ferramenta tão importante como esta , a net.
(Um meio que poderia simplificar a vida em grande e por isso tal como os preservativos e outros métodos contraceptivos devia ser completamente gratuito e sem limites alguns.)
O Universo fala com todos e quer falar com todos por uma especial razão que tal dar uma explicação mais real a esta insanidade ditada para tu aceitares.
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| (mrozny) |
Então questiono-me :
Porque a juventude de hoje em dia é tão apática, será que envelheceu ?
É que é o que mais se encontra apatia, e um medo quase incontrolado em acreditar nalgo desacreditando compulsivamente algo ou alguém por se sentir diminuido no ego, mas porque é que não podemos trabalhar todos em equipa? Para quê descriminar ? Catalogar ? Diferenciar ? Quando humanos é o que somos.
A vida com esta constante e imposta separação transforma-se numa equação com uma fórmula não muito clara pois só está centrada no Eu. E acaba por falhar.
O que é preciso para mudar essa estranha tendência para a divisão quase compulsiva ? Primeiro não esquecer nunca o que somos e isso é quem nós somos, inclusive todos os sonhos que já tivemos. Mas e quanto a realizá-los no plano real? A insatisfação que isto traz à mente é atroz mas na verdade não é dificil fazer algo que nos realize desde que tenhamos expectativas reais, mas a pergunta impoem-se : -Fazer o quê ? Existe tanta coisa que podemos fazer que quase ficamos exacerbadamente surpreendidos com tanta possibilidade de escolha, desde que haja isso mesmo : Escolhas
E por mais que as escolhas nos sejam oferecidas de bandeja nem todas são oportunidades.
Quando algo de feliz acontece na nossa vida a surpresa ou espanto denota na realidade apenas o "entusiasmante" crescimento (talvés interior), a mente transforma uma emoção em variadas formas que depois são traduzidas por cores sabores e até cheiros, mas se não tiver toque ou contacto humano faz uma espécie de fantasia, ou uma adivinhação de como será a pressão a força adivinhando até o tacto, mas nunca esquecer que essa imaginativa acção é apenas uma mera hipótese que só poderá ser comprovada depois de realizada no presente.
Para mim na humanidade falta a realização pessoal e por isso aumentam as formas doentias de perversão humana . Quanto menos realização mais fantasia, mais escapes, e fugir nunca será viver como um humano.
O que é ser perverso ? Segundo a wikipédia é isto :
"Perversão é um termo usado para designar o desvio, por parte de um indivíduo ou grupo, de qualquer dos comportamentos humanos considerados normais e/ou ortodoxos para um determinado grupo social. Os conceitos de normalidade e anormalidade, no entanto, variam no tempo e no espaço, em função de várias circunstâncias.
A perversão distingue-se da neurose e da psicose como modo de funcionamento e organização defensiva do aparelho psíquico. O termo é também freqüentemente utilizado com o sentido específico de perversão sexual, ou desvio sexual."
Mas aqui esqueceram-se de dizer algumas coisas por exemplo o lado bom e contemplativo de ser imaginativo e infelizmente também é considerado pela sociedade uma perversão mas a criatividade e a sua expressão é também o que destroi toda a parte doentia e exagerada da perversão humana por ser considerada de obra de arte, e quando nós consideramos algo a r t e , estamos a nos realizar também.
O mais maravilhoso ainda ficará por contar...É que só com essas capacidades ampliadas foram descobertas explicações para telecinese e outros fenómenos sobrenaturais envolvendo até a energia. Todas estas capacidades normalmente mal são descobertas usamos e ajudam-nos a alimentar uma espécie de alter ego que criamos para sobreviver em sociedade, uma especie de avatar dentro da matrix que é também desta realidade.
E quando acontece deja vus mas de forma constante ?
Existe "deja vus" e deja-vus, uns mais evidentes que outros, alguns originam de sonhos originalmente, outros são deja-vus repetição da realidade, quando essa repetição acontece é sinal que se estagnou ou esbarrou e por isso errou.
Como todos temos capacidades de aperfeiçoamento muito próprias , mas também dentro da natureza somos os seres que em bébés os mais indefesos, conseguimos convencer por milénios que era falando pela boca em linguas diferentes que nos mantinha no topo da cadeia alimentar então julgamos ser bom para melhorar a capacidade de comunicações entre povos e culturas .
Mas isso não resultou e falha redondamente quando a mentira é uma constante ou se estiver por todo o lado, daí a importancia do desenvolvimento da mente. Ainda assim convencemo-nos ou convenceram-nos que estavamos no topo da cadeia alimentar e ingenuamente acreditamos. E é esse o grande erro humano, acreditar sem comprovar por si mesmo. Porque para cada nova situação uma nova adaptação, um novo desafio, uma nova oportunidade para melhorar nem que seja só por isso. Deveriamos sim empregando as acções numa era de realização humana.
Que é desde sempre desincentivado por todos os lados na sociedade, fomos educado(s) e obrigados a uma submissão(inconsciente nalguns casos) na implementação de sistemas lógicos correlacionados como o capitalismo ou "endividaísmo" , detesto "ismos" , dá para fazer ismo de tudo até de caneca , canequismo...
Industrias/Economias/Empregos mudam radicalmente quando são as próprias pessoas que se recusam a fabricar e consumir um mau produto, onde chegamos ? Em que a ignorância vende ? Onde por todo o lado do ecran assumem-te à partida como estupido?
Já ultrapassei a fase do consumismo assim como bastantes pessoas que conheço mas nalgumas partes do mundo é desenfreado , e reflecte também a necessidade falsa por não ter sido pensada de consumir e tudo pelo controle da mente que só sabe ser passiva.
Mas nem todos são consumidores descontrolados mentalmente, muitos também são conscientes, se fores justo naquilo que consumires não comprando produtos cujos donos das corporações escravizem populações, por exemplo, estarás a fazer por si só bem a ti também .
Não me orgulho de ser da raça humana, eu sou humana e enquanto estiver a humanizar-me vou me definir como humana não tendo como base a definição de ser humano usada em livros ou dicionários, vou simplesmente ser.
Assimetrias. Preto e branco, recto e curvo, inodoro e pestilento, nascimento e morte. Vivemos a vida entre assimetrias. Já não gosto de me vestir de preto e ainda gosto de ver alguém vestir de branco e desconforta-me o inodoro e incomoda-me o pestilento, estou cada vez mais longe de ter nascido e mais perto de morrer. Na cultura em que me criaram o preto é a cor da morte e o branco é a cor do nascimento. Na fé que me impuseram vestiram-me de branco no baptismo e vestiram-se de preto no luto. Mas nunca gostei de me vestir de branco e não me lembro da dor de nascer, somos preservados pela memória do acto de nascer, apenas restamos como memória no acto de morrer, mas gostei um dia me vestir de preto sem ter que o associar à dor de alguém morrer.
Eu estou na minha assimetria ainda empurrado pelo bramir de mentiras que sei reconhecer como assimetrias de verdades. A verdade e a mentira serão talvez as únicas assimetrias que necessitam de juiz para serem julgadas na sua condição. A alegria é uma assimetria imprópria da tristeza e a verdade é a alegria que resta quando todas as tristezas das mentiras se revelam. Eu estou na minha assimetria seguro e alegre da minha verdade e triste pelas consequências das tuas mentiras. Tu estás na tua assimetria segura e alegre da tua mentira e triste pelas consequências das minhas verdades. Somos assimetrias a viver nas nossas assimetrias e seremos ajuizados nas nossas condições, eu seguro na minha verdade e tu segura na tua mentira.
Não estarei alegre na tua tristeza como tu estarás triste na minha alegria.
Saí para a noite quente, que se me colava à pele numa carícia indesejada.
Saí trôpega de palavras caladas, de beijos forçados, de intimidades que não me eram íntimas à alma, mas cavalgavam apenas este corpo que me calhou em sorte.
Saí para a calma insegurança do escuro, deixando para trás dos ombros aquele que era suposto ser, aos olhos do mundo, o meu Mar de segurança, mas onde sentia apenas navegar às cegas, protegendo-me dos rochedos mais escarpados.
Saí respirando em golfadas o ar que não me era permitido lá dentro, saí largando aos borbotões as lágrimas que enrolava na barriga quando fingia ser mãe, e mulher, fêmea completa.
Saí sabendo que o clube de leitura seria apenas um bálsamo momentâneo, um penso demasiado curto para a ferida que ameaçava expôr-se a qualquer instante, um intervalo no ritmo diário, e que em breve estaria de volta ao ninho para aquela que era a vida que, apesar de tudo, continuava a escolher.
Porque o sorriso dos meus filhos me alimentava (parte) do coração, enquanto o resto era uma dor fininha que se enrolava nas veias.
Sequei as lágrimas, suspirei e encaminhei-me para a livraria.
Preciso sofrer, perdão, escrever criativamente. Perdão, preciso sofrer para escrever e chegar lá. Preciso saber onde quero chegar, perdão, preciso saber como escrever. Preciso loucura, perdão, não, eu preciso loucura. Preciso sofrer, perdão, não, eu preciso sofrer. Preciso dos demónios, perdão, nao, eu preciso dos demónios. Preciso sair, perdão. Preciso sair. Preciso rebentar, perdão. Preciso rebentar. Preciso energia, perdão preciso energia.
Preciso parar, perdão. Preciso parar de pedir perdão.
A culpa não foi minha.
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