Parte 1
Angi era uma bela mulher de 19 anos, sentada no banco de seu jardim debaixo da pérgola de plumbago azul. A beleza familiar era donde retirava os seus momentos de paz.
Amava aquele lugar, sentia-se bem e acostumara-se com o lugar e com toda aquela frescura, e até em sonhos aquele lugar tinha espaço para existir. Num belo dia de Fevereiro, quando praticava flauta, os sons da natureza deixaram de se fazer ouvir. Intuitivamente Angi também parou.
Angi desconhecia a origem daquela voz , mas mesmo a medo respondeu o mais delicadamente que conseguira:
E automaticamente como quem espera o Sol. Toda a animação da fauna e até da flora fez-se novamente notar, interrompendo e recomeçando o ritmo sonoro da vida, o resfolegar das folhas pelo vento, em conjunto os pássaros assumiram os seus compromissos audíveis, e o que Angi julgou ouvir transformou-se numa ilusão.
Confusa e atordida, inspirou-se ainda assim numa pequena melodia, tal e qual como quando era mesmo menina e não mulher, como quando criança e inventava canções. Canções sobre mundos inventados muito pouco explorados.



