Contos Egóticos I  

Posted by Bruno Fehr in

Desde que te conheci, os dias são mais longos. Tu és neste momento, o meu mundo e vives na minha mente 24 hogas pogue dia. Passo todo o meu tempo no tgabalho a olhague paga o guelógio, ansiando pelas 17 hogas. A hoga de voltague paga ti e peguedegue-me nos teus bgaços.
Eu devia concentgague-me mais no meu tgabalho, pois segue guepguesentante integuenacional e guestogue de contgatos de uma empguesa como a minha. É muita guesponsabilidade paga uma pessoa só.
A tua caga, o teu coguepo, cegam-me. Só penso em abgaçague-te, beijague-te, dague-te uma dentada nesse teu fantástico cagueigo e fodegue-te, fodegue-te como se o mundo acabasse amanha.
Ó minha queguida Maguia Guita, só mais uma hoga e estaguei contigo novamente.


Meu queguido e adogado Pedgo Guenato, és o ague que eu guespigo, és o noguete da minha bússola, pegco-me em pensamentos egóticos contigo, sinto a tua guespigação no meu gabo e na minha gata moguena, que tu tanto adogas e acaguicias. Ela fica molhada e concentgada em te tegue! Já não sabemos vivegue sem ti, eu e a minha gata moguena, ela ainda guita mais pog ti que eu pgópguia...ela paguece pedigue "enfia o cagalho todo na gata, está pgonta paga ti", é uma desavegonhada esta gata. paguece que tem vida pgópguia. Tgaz-me o teu cagalho e apaga-me este calogue todo, amogue. Esta hoga paguece uma etegnidade!!!! Adogo-te tanto meu Pedgo Guenato!!!

Finalmente chego a casa. Abgo a pogta e penso "cagalho". Egas tu com uma saia ao xadges veguemelha, de menina de colégio integno, pegnas nuas e uma guégua na mão. Tu guitas "já pgó quagto cabgão" e eu vou sem nada dizegue.
Já no quagto empugas-me paga a cama e começas a fazegue um stguip tease, agaggada ao vagão que temos no quagto.
Poga és mesmo linda, paguesses uma vagonesa de pecado.
O meu cagalho cgueche e cgueche, já nem me cabe nas minhas lindas calças de sagja.
Estendo a mão, paga tocague no teu cagueigo lindo, mas não deixas, dás-me com a guégua na minha mão. Doeu como o cagalho. Não aguento mais:

"amogue, faz-me um bgoche daqueles que só tu sabes fazegue"

E eu não me faço gogada, abocanho-te o cagalho sofgamente enquanto olho paga ti, com caga de pgostituta bagata, quego que sintas o calogue todo que me pegcogue o cogpo. Págo e guito:

"Bombeigo fode-me o cagueigo, dá-me de fogça com o teu extingtogue"

Pegas-me pog tgás como eu adogo e entegas o cagalho todo lá dentgo e eu guito pog mais:

"Não pagues CAGALHO, não pagues...quego sentigue todo lá dentgo do cagueigo da queguida!"

Sinto que te quegues vigue com toda a loucuga e pago de guepente, beijo-te a boca e até o naguiz, vou descendo com beijos caguegados de amogue e luxuguia e volto a abocanhague-te o cagalho. Olho paga ti a soguigue e digo:

"Vá, faz de mim o que quisegues"

Ao ouvigue aquilo eu penso "cagalho, vou moggegue, esta mulhegue está cada vez mais podegosa".
Sem guesseios pego em ti nos meus bgaços e em pé, sento-te no meu cagalho, as tuas pegnas em volta do meu cogpo, ajudam ao equilibguio.
Tu gemes, tu guitas eu gemo e gezo, gezo paga não me vigue cedo demais. Poga, que só de olhague paga ti, quase me espoggo todo.
Deito-te na cama, com as tuas pegnas nos meus ombgos e entego-o todo bem fundo na tua guta dos pgazegues, "não pagues, não pagues", guitas tu. Não pago e não tenho medo de ninguém. Dou-te com fogça, com todo o meu podegue fisico. Mesmo antes de me vigue saco o cagalho foga. Quego-me vigue a comegue-te pog tgás, com a tua bela fabguica de feggego goché vigada paga mim. Enteggo pgofundamente na tua gata molhada, que escogue guios de pgazegue.


Empino o gabo como gostas e deixo-te guiague o meu cogpo, olho paga ti com caga de gulosa e cuguiosa, com o que pensas e mais uma vez guito:

"Vá toca a fodegue, mexe esse gabo, dá-me de FOGÇA, entega-o todo lá dentgo"

Nisto sinto-te gemegue e espogas-me patagueca e gabo, soguis como nunca tinha guepagado. Deitas-te a meu lado e agagacias-me caguinhosamente...olho paga ti pegplexa e digo:

"let's getugn and go stgaight to numbegue one" (pgivate joke!) e acgscento "Quego mais amogue, faz-me vigue"

Ao ouvigue isto, guespigo fundo, olho paga o meu cagalho, vegmelho e supegue cansado e digo-lhe:

"Acogda desgaçado, hoje vamos fazegue hogas extgaogdináguias"

O meu cagalho olha paga mim, com caga de "vai-te fodege", mas ao vegue a Maguia Guita, alí deitada com caga de desejo, ele aguebita como que dizendo "vamos a isto, vamos fodegue ou mogguegue".
E assim com o guito de Epiganga do cagalho, já pgonto paga outga, ouço-a dizegue:

"Sem pagague amogue, pgepaga-te que segá assim toda a vida! Mulhegue de muito alimento, quego muito o teu cagalho".

Dito isto beijo-te à bguta, como só eu sei segue e mugmugo-te ao ouvido, goçando com os meus lábios na tua oguelha:

"Vamos ao segundo gound??? Pgepagado? Aqui vai a fugacona!"

Segugas-me com fogça e abgaças-me, guespondo a esse abgaço com a seguinte fgase:

"Amogue vamos fodegue como se não houvesse amanhã!"

...e...assim foi! Com cagalho e gata em feguida mas soguidentes e felizes!


Por: Afrodite & Crest©

Prisão de palavras  

Posted by mf in

Há pessoas que passam pela vida sem se preocuparem com as palavras. Sem as pensarem, sem as medirem. São mais viradas para o ‘aprender fazendo’ do que para o ‘aprender pensando’. Por essa razão, as palavras – que se dizem, que se escrevem, que se lêem – desempenham na sua vida um papel prático, apenas.

Há depois outras pessoas que se deixam aprisionar pelas palavras. Que as absorvem e as mastigam, saboreando todos os sentidos que descobrem ou lhes são revelados. Às vezes é bom, às vezes é mau.

As palavras tornam-se grilhões pesados, sufocantes e temíveis, quando estrangulam e maltratam. ‘Não és capaz’, ‘a culpa é tua’, ‘não prestas’ são exemplos. Assim nos deixamos arrastar para o poço, numa cativeiro de dor, angústia, sofrimento, medo.
Esta prisão de palavras é cruel, destrói a alma, amputa, cega, obscurece o horizonte.

Há depois palavras que aprisionam porque nos ajudam a ordenar o pensamento. São palavras que nos atraem, que nos fazem pensar. São mansas, de auxílio, guiam-nos pela cegueira. Aguçam-nos o espírito, confortam-nos, revelam-nos saudades escondidas, divertem-nos. Fazem-nos rir. E chorar, quando é preciso lavar a alma.

Por elas nos libertamos até ao contrário das primeiras, preparando o caminho de regresso a casa. Ao lar. São palavras que nos aprisionam docemente, pela beleza que encerram. Pelo amor que desprendem, pela solidão que rasgam. Palavras que nos preenchem de amor, alegria, paz. De abraço quente. Que nos refazem por dentro, que nos resgatam ao feio, à morte. De portas escancaradas e janelas largas, rasgam o horizonte e levam-nos ao mais alto de nós. Nesta prisão de palavras, e como tão bem sabe Alexandre O’Neill, sentimo-nos beijados…

Cadáver Esquisito  

Posted by ipsis verbis in

O próximo texto será o segundo da rubrica "Cadáver Esquisito", mas ao contrário do que aconteceu na primeira estória, esta foi dividida em 4 partes. Assim que acabei a primeira, dei a ler ao Bruno Fehr (Crest©) apenas o parágrafo que podem ler a cinzento. Ele fez o mesmo e como gostámos, continuámos e repetimos a dose :)

eu - vermelho vinho
Bruno Fehr - verde garrafa

Podem ler o resultado abaixo desta explicação.

Cadáver esquisito II  

Posted by ipsis verbis in

O escritor.

Pensei primeiro em fumar um charro. Mas não tenho nada aqui em casa, e depois dava-me para ter a mania da perseguição... O que pensando bem até podia dar um grande policial,
ou thriller... Bah... Veio-me à ideia o vinho de mesa que está no frigorífico. Mas já deve ser vinagre, ou sempre foi... ou lá o que é... Tenho que conseguir escrever algo de jeito! A editora depende de mim, e eu dos meus leitores. Estou sem vontade de pensar em merdas que outros já pensaram. Ler um livro de outro escritor é demasiado irónico. Não quero isso... ai as horas! Acho que vou fazer um chá para acalmar... porra! Agora não me sai da cabeça o Lewis Carrol... A Alice e o Coelho...

Ahahaha... estou maluco e a minha vida não é mais que um manicómio gigante, onde sou escritor de contos estranhos para crianças!

Estranhos não, porra! Os meus contos são normais, as crianças é que são estranhas, escrevo mesmo para as irritar, pois elas irritam-me! "Eu quero isto, eu quero aquilo", ahhhh, odeio pedintes, pior pedintes exigentes, "queres? vai trabalhar". Sim e porque não? Tenho uns ténis giríssimos, Adidas made in China, que foram feitos certamente por criancinhas. Bolas, os ténis estão muito bem feitos, bem melhores que aqueles desenhos sem nexo que os putos que eu conheço fazem! Odeio, que numa da minhas sessões de autógrafos imaginárias, venham aqueles pais babados, dizer: "O meu filho adora os seus contos e fez este desenho para si". Olho para o desenho e vejo um sol a rir, uma árvore e uma casa. Tudo torto e uns bonecos cabeçudos que representam alguém, que não me interessa quem são. São monstros. Dá-me vómitos.

Aceito e calo-me, querendo dizer, "espero que o seu filho tenha mais sucesso a fazer betão num obra pública, pois a arte não é com ele".

Viro costas e sinto um enorme "plim" dentro de mim. E se alguém naquele momento tivesse o dom da visão imaginária, veria em cima da minha cabeça, uma enorme lâmpada a brilhar. Todo eu era ideias. Todo eu tremia com a vontade de passar para palavras o que me soluçavam as imagens que ia construindo mentalmente. Saio dali a correr, para não me esquecer de nenhum pormenor. Na rua quase que consigo ouvir o "tlec tlec" das teclas do computador, com os meus dedos a pisar cada letra e a passar para o monitor as palavras, as frases e a fantástica ideia que aquele encontro estúpido tinha provocado. Não consigo parar de rir por me apetecer gritar "Eureka" no meio da avenida em pleno dia e compleamente sóbrio. Quase que me vejo já sentado a escrever a minha obra prima. O meu Nobel... e tropeço no poste que, alguns metros antes (posso até jurar) estava mais para o lado direito. Endireito-me e continuo a correr. Mais calmo, sentia agora o vento na cara. Ouvia todos os barulhos da cidade e já não ouvia o "tlec tlec" do teclado.

E a correria mantinha-me mais atento às pessoas, que não se desviavam da frente para me deixar passar, que à minha imaginação.

A minha imaginação corre, corre como corro eu. Olho para as pessoas e só vejo potenciais histórias para o meu próximo livro. Metade das gajas parecem-se com a fada Sininho, a puta é boa, canita mas boa. Apetece-me espancar todas as pessoas que se parecem com o Peter Pan, mas são tantos. Ahahahahahaaha. "Saiam da frente, o Capitão gancho vai a passar". Paro. Bati de frente contra uma velhota. Ela está no chão e não me parece em bom estado. No entanto não consigo parar de rir. Escuridão... Onde estou? Ao abrir os olhos parece que o tempo parou por momentos. Lembro-me de estar na rua, a rir de uma velhota aos gritos no chão e agora estou aqui. Mas onde? Estou vestido de branco. Chão branco. Paredes brancas. Tecto branco. Tudo é branco e almofado. É um quarto verdadeiramente acolhedor e confortável. Mas este fato que me vestiram, não dá grande jeito, a camisa obriga-me a abraçar o meu próprio corpo, não tenho liberdade de movimentos. Ouço um som. Uma pequena gaveta abre e um prato de papel, com uma papa estranha desliza para o interior do quarto, mas sem talheres.
"Hei", digo eu.
"Sim?" responde uma voz do outro lado da porta.
"Como é suposto eu comer com as mãos presas?"
"Com a boca!", responde a voz em tom de ironia.
"Precisa de mais alguma coisa?", diz a mesma voz.
"Sim, por acaso preciso"
"Diga lá, que eu vejo o que posso fazer"
"Coça-me os colhões"
A voz não responde. A pequena gaveta fecha e eu, rio, rio perdidamente, ouvindo o meu eco ao longe, em segundos ouço muitas outras gargalhadas, de felicidade incontrolável como a minha.


FIM

Karalhoke!  

Posted by Bruno Fehr in

Ora, este é o primeiro texto do Karalhoke, que é suposto ser feito por mim e por um amigo pessoal "Rubs", que infelizmente ainda não pode postar, por isso começo-o, eu!

A ideia é colocarem o video na play, e ignorarem a letra original, cantando com a minha versão melhorada do tema.

Pode ter piada, ou não...

Só fritas à minha frente  

Posted by Bruno Fehr in




Só fritas à minha frente


Só fritas à minha frente, lançadas no meu caminho,
Por mais fritas que tenha sinto-me sempre sozinho.
De que vale ter uma frita, sempre pronta a cobrir
Ter uma nota no bolso, chamar um taxi e fugir

As mulheres da minha vida são bonitas de se ver,
Tão depressa estão cozidas como fritam, vão se foder!
Para mim isto é estranho, um dia tem de acabar,
Parece que o mundo frito se uniu p'ra me mamar!

Passo horas a escrever, sem saber bem o que digo,
Não quero encantar as fritas, escrevo para o meu umbigo.
Vejo-me à noite ao espelho, não percebo o que vêem,
Em seguida eu me lembro, o problema é o que lêem

As mulheres da minha vida são bonitas de se ver,
Tao depressa estão cozidas como fritam, vão se foder!
Para mim isto é estranho, um dia tem de acabar,
Parece que o mundo frito se uniu p'ra me mamar!

Hu-hu-hu-hu-hu, hu-hu-hu-hu-hu.

Vou por ai às escondidas, para as fritas não me verem,
Disfarçado de idiota só para não me foderem.
Mas, isto é muito estranho elas conhecem o meu cheiro,
Vêem todas atrás de mim até o anónimo paneleiro

Nao vês como isto é duro, eu não falo de tesão,
Dar de caras com tantas fritas, só me dá é comichão.
Porque é que elas fritam, não tem ser sempre assim,
Se não fossem as cozidas, o que seria de mim?

As mulheres da minha vida são bonitas de se ver,
Tao depressa estão cozidas como fritam, vão se foder!
Para mim isto é estranho, um dia tem de acabar,
Parece que o mundo frito se uniu p'ra me mamar!

Só há-a-a fritas à minha frente... Fritas à minha fren-en-en-en-te, frita há minha frente...