Só fritas à minha frente  

Posted by Bruno Fehr in




Só fritas à minha frente


Só fritas à minha frente, lançadas no meu caminho,
Por mais fritas que tenha sinto-me sempre sozinho.
De que vale ter uma frita, sempre pronta a cobrir
Ter uma nota no bolso, chamar um taxi e fugir

As mulheres da minha vida são bonitas de se ver,
Tão depressa estão cozidas como fritam, vão se foder!
Para mim isto é estranho, um dia tem de acabar,
Parece que o mundo frito se uniu p'ra me mamar!

Passo horas a escrever, sem saber bem o que digo,
Não quero encantar as fritas, escrevo para o meu umbigo.
Vejo-me à noite ao espelho, não percebo o que vêem,
Em seguida eu me lembro, o problema é o que lêem

As mulheres da minha vida são bonitas de se ver,
Tao depressa estão cozidas como fritam, vão se foder!
Para mim isto é estranho, um dia tem de acabar,
Parece que o mundo frito se uniu p'ra me mamar!

Hu-hu-hu-hu-hu, hu-hu-hu-hu-hu.

Vou por ai às escondidas, para as fritas não me verem,
Disfarçado de idiota só para não me foderem.
Mas, isto é muito estranho elas conhecem o meu cheiro,
Vêem todas atrás de mim até o anónimo paneleiro

Nao vês como isto é duro, eu não falo de tesão,
Dar de caras com tantas fritas, só me dá é comichão.
Porque é que elas fritam, não tem ser sempre assim,
Se não fossem as cozidas, o que seria de mim?

As mulheres da minha vida são bonitas de se ver,
Tao depressa estão cozidas como fritam, vão se foder!
Para mim isto é estranho, um dia tem de acabar,
Parece que o mundo frito se uniu p'ra me mamar!

Só há-a-a fritas à minha frente... Fritas à minha fren-en-en-en-te, frita há minha frente...

O Beijo  

Posted by Therion in

Vivemos perdidos em sonhos adolescentes
Vivemos presos a mundos diferentes
Amores totais, amores doentes
Quanto mais amas, menos tu sentes

Num mundo cheio de amores cruzados
Vivemos sozinhos, desapaixonados
Trocamos de cuecas como de namorados
Vivemos, no fundo sendo mal amados

Dizemos que é para sempre, mas o sempre, acaba cedo
O que queremos nunca está perto e o longe mete medo
Sentimentos vendidos no calor do momento
Pensamentos perdidos levados pelo vento

Caminho por ruas estreitas em busca do que não quero
Uma luta constante de um profundo desespero
Sonhos vazios só para me fazer continuar
Numa busca oca, pois é obrigatório amar

Não choro com lágrimas como um comum mortal
Choro por dentro como um animal
Não procuro amor nem sei se quero amar
Procuro lágrimas perdidas no fundo do mar

Abraça-me agora por todos os adeus que nunca dissemos
Diz-me que ainda sou o homem que fui
Asseguram-me que sonhas com o que nunca vivemos
E que o amor esquecido é um rio que flui

Se soubesses a tristeza de se estar sempre triste
verias as coisas como eu sempre vejo
Impávido e sereno de espada em riste
Que deixo cair com o calor de um beijo.

Cadáver Esquisito  

Posted by Bruno Fehr in

O próximo texto será o primeiro da rubrica "Cadáver Esquisito". O texto é escrito a duas mãos. Neste caso, eu escrevi a primeira parte que pode ser lida a verde garrafa e dei a ler à Ipsis Verbis, unicamente o parágrafo que podem ler a cinzento. A partir desse parágrafo ela escreveu o final de estória (vermelho vinho), sem nunca ter lido o inicio.

Podem ler o resultado abaixo desta explicação.

Cadáver Esquisito I  

Posted by Bruno Fehr in

A Viagem

Era uma vez, uma merda de vida, ou seja, a puta da minha vida.
Mas que raio faço eu aqui? Como é que cheguei aqui?
Um canudo na gaveta, resultado de 17 anos de estudo que afinal não me foi necessário. Andei a estudar só por desporto. Um bom emprego que me paga as dividas os vícios e mesmo assim posso estragar dinheiro. Uma namorada toda boa. Uma família que me apoia. Casa, carro, amigos. Tudo corria bem. Até ontem.
Ontem fui despedido, hoje perdi a minha namorada. A minha família critica-me e os meus amigos já não me acham digno de ser visto com eles. Mas o que é isto? O que aconteceu? Como é que o meu mundo caiu assim de um dia para o outro.

Estou deprimido como é óbvio. Não tenho como pagar as minha dividas, não tenho dinheiro para os prazeres mais simples, como um café depois de jantar. Aliás não sei até quando poderei jantar.
Ando deprimido, perdi peso, perdi a esperança, perdi os meus sonhos. Sou um recluso dos meus mórbidos pensamentos. Já ouço rumores sobre mim, que me fazem questionar se alguma vez alguém me conheceu. Até a minha própria família me virou as costas. Não tenho nada para lhes dar e eles adoram pedir, sempre pediram e eu sempre dei sem nada pedir em troca. Não pe
ço. Prefiro passar fome a pedir o que quer que seja. Não têm nada a temer nesse aspecto.

Mas como passei eu de menino bonito, o orgulho da família, a um drogado? O porque raio me acham um drogado, eu nunca toquei em droga na minha vida. Perdi peso, pois não tenho apetite, não durmo porque tenho problemas demais na minha cabeça. Estou desesperado e não tenho ninguém que me empreste um ombro, um abraço, um ouvido, uma palavra amiga. Ajudem-me, não quero nada de material, quero companhia para não me perder de vez.

Estou farto disto tudo. Farto de pessoas falsas, sinto-me usado, inútil quero desaparecer, mas sou ou consciente demais, ou cobarde demais para dar um tiro na cabeça.

Vou mesmo desaparecer. Preparo uma pequena mochila. Pego no pouco dinheiro que tenho. Entro no meu carro, encho o depósito e parto.


Para onde vou, não sei, vou andar até o carro parar e depois... veremos. Nada mais tem valor para mim. Nem eu próprio. Sigo sem rumo pelas estradas da vida em busca de algo, de me encontrar pelo caminho, ou de me perder de vez.


Não sei como vim aqui parar. Parece-me que adormeci ao volante e algo ou alguém me trouxe para este sítio. Acordei num daqueles típicos Motéis de fim de estrada. Dos que vemos nos filmes em que o gajo acorda sozinho num quarto escuro. Sento-me na cama, na qual dormi vestido e fumo um cigarro. A única diferença, entre a ficção e a realidade, é que eu dormi nu. Está um calor insuportável, e mesmo com as janelas abertas e as persianas fechadas, existe este bafo quente no ar que se torna doentio. Sinto-me doente, e não é só deste calor.

Puxo do cigarro e coço os tomates. Por mais que tente, não me consigo lembrar de como cheguei a este quarto. Quem me despiu? E onde raio está a minha roupa? Isto não faz sentido. Tenho o tabaco em cima da mesa junto com as chaves do carro e a minha carteira. E o dinheiro está cá todo!

Dirijo-me à casa-de-banho. Acendo a luz e tento não olhar-me. Lavo a cara. Pego na toalha com que me sequei e coloco-a à volta da cintura. Saio do quarto para ver onde estou e da varanda, vejo o meu carro de frente para a porta. Não vejo ninguém. E não há mais nada que me possa dar pistas sobre o local onde me encontro. O pinhal cerca o motel.

As minhas roupas não estão no quarto. Na casa-de-banho também não. Por ter visto apenas um carro no parque, e esse ser o meu, tomei a liberdade de descer até à recepção, só de toalha.

No elevador, foi impossível não me olhar no espelho. Vi-me com os olhos de quem desesperadamente tenta compreender, mas também vi os olhos de quem sabe. Virei-me de costas para o reflexo.

Na recepção, um velho gordo e careca, em tronco nu, disse-me que eu tinha chegado sozinho mas que esperava um amigo. Não sei do que fala, mas continuou, dizendo-me que esse amigo teria saído de madrugada, levando consigo um saco. Como não o viu de frente, não mo conseguiu descrever.

Deu-me a roupa que visto agora. Paguei-lhe a noite e saí. No carro, não encontrei nada de estranho. Nenhuma prova, nenhum sinal…

Fiz-me à estrada novamente. Perdi-me em pensamentos…

Ao mesmo tempo, tenho a calma de quem sabe o que se passa. Ou pelo menos, do que se passou.  O certo é que desde ontem, no carro, não tenho memória de nada. E se isto não me assusta, então é porque está tudo bem... ou assim o espero.



FIM

Por Crest & Ipsis Verbis

Matei-o (Parte 3/3)  

Posted by Bruno Fehr in

Acordo. São 16 horas, o meu quarto está escuro por estar aqui fechado há 25 dias. Por todo o lado, vejo livros de medicina, onde aprendi e aprendo como dissecar corpos. A localização das artérias, os pontos mais sensíveis à pressão, à dor. Livros, sobre os maiores criminosos de todos os tempos. O Código penal. Livros de direito onde estudei casos de crimes violentos.
Objectos de estudo em busca de um crime original e da maneira perfeita de bater o sistema, numa possível luta judicial. É impossível ser apanhado ou pelo menos castigado. O crime só não compensa quando é crime. Neste caso é justiça. A minha divina justiça de adaptar o mundo à minha vontade.

Não abro nem uma janela, quero a escuridão, ela é minha amiga.
Como é bom saber que vou matar, quem merece morrer. Alguém que ousou mudar o mundo que eu moldo, que eu controlo. Ninguém o pode fazer. A minha vontade é superior, é divina. Eu sou mais do que o meu próprio Deus, eu sou normal entre os Deuses, sou mais um. Uma voz e uma vontade, decisiva no futuro de todos os básicos mortais que me contrariam.

Aquela senhora que representa a justiça, é o símbolo dos homens fracos. A fraqueza humana está patente naquela mulher, mal vestida, com uma balança de pesos adulterados, uma espada e vendada como que a pedir que abusem dela. Não. O símbolo divino da justiça, será a partir de hoje um busto, com a minha cara, o meu corpo. Numa mão um livro, representando o meu conhecimento superior, na outra uma espada, para matar quem ousar a questionar a minha vontade divina.

Sinto-me cansado e acordei há pouco. Tenho estudado uma média de 20 horas por dia, conheço as leis e o corpo humano ao mais pequeno detalhe. Quase que consigo sentir o doce cheiro de um cadáver, do cadáver dele.

Vagueio pela casa, protegido da luz natural, numa escuridão interrompida somente por velas solitárias.
Vou à cozinha para comer algo, quando vejo o meu reflexo no espelho do corredor. Paro.

A minha cara está pálida como se fosse um fantasma, meus olhos encovados e sem brilho, rodeados por umas olheiras que se perdem na minha barba, que cobre o restante da minha cara.

"Quem és tu?", pergunto eu ao reflexo.

O reflexo observa-me sem responder. Num acesso de raiva parto o espelho num só murro.

Observo ao longe uma luz intermitente. É o meu telemóvel junto ao telefone fixo onde o deixei à 25 dias a carregar. Olho para o telefone e o visor do atendedor de chamadas, regista 32 mensagens. Pego no telemóvel e tenho 34 mensagens não lidas e 62 chamadas não atendidas. Alguém me procura, gente que ignoro, procura-me.

A caminho da cozinha a escuridão da casa é interrompida por uma luminosidade por debaixo da porta. Aproximo-me e abro a porta da sala. A luz vinda da janela do terraço, cega-me. Os olhos doem-me, a luz magoa-me os olhos e arde-me na pele.
Fazendo um esforço enorme para ver, aproximo-me da janela e passado minutos vejo a rua, o mundo.
Tudo está igual, nada mudou. Só eu mudei.

Viro costas à luz e ao mundo, sabendo que iria voltar, abro todas as janelas deixando entrar a luz e ar.

"Está na hora!" digo eu com uma convicção que nunca tive.

Arranco as roupas já coladas ao meu corpo e forço-me a um duche frio, para retirar o cheiro a podre que emanava e faço a barba.
Então, olho-me no espelho novamente e vi outra cara. Um tom rosado de pele, um brilho forte nos olhos, parecia ver as olheiras a desaparecer. Sorri, por me reconhecer.

"A ti conheço-te", disse eu para o meu reflexo.

Após vestir roupa lavada, pego nas chaves do meu carro e saio de casa.

"Matei-o, finalmente, matei-o", disse eu já na rua ao sentir o calor agradável do sol na minha pele.

Era mesmo verdade, ele estava morto. O responsável por tudo o que me corria mal. O objecto de todo o meu ódio. Com ele morreu o ódio que me consumia por dentro.
Ele morreu e fui eu que o matei!

Matei parte de mim.

FIM

Matei-o (Parte 2/3)  

Posted by Bruno Fehr in

Tenho todos os dados do gajo, agora é só decidir como o vou fazer.

Uma facada, um tiro, espancamento, imolação, tortura ou uma paulada no queixo. Tantas maneiras apelativas de o mandar para a quinta dos calados.

Com faca. Poderia usar uma técnica militar. Uma faca bem afiada nas costas. Uma facada de baixo para cima de penetração lenta no pulmão direito. Ele sente a dor da lamina em todo o seu esplendor sem conseguir soltar um único som. Poderia ser feito num local publico, à vista de toda a gente, ninguém vê.
O problema são as câmaras de vigilância e a falta de álibi, é que não me dá jeito nenhum ir preso. Por outro lado, uma morte publica faria dele uma espécie de lenda urbana, o que não me agrada.

A vantagem da facada nas costas é que antes de morrer ele pensaria, "quem foi? Porquê?". Não. Não serve eu quero olhá-lo nos olhos teria de ser uma facada de frente. Ver o olhar de surpresa dele e o brilho dos olhos lentamente a desaparecer à medida que a vida o deixa. Mas é muito badalhoco, ficava com o sangue dele nas minhas mãos e roupa.

Um tiro. Observando a localização dele e o local onde ele estaciona o carro, vejo que poderia ficar numa estrada paralela e atirar a 200 metros de distância através de um descampado. Tendo em conta a distância do tiro, a movimentação dele a pé e a minha experiência militar, tenho 90% de chance de o matar ao primeiro tiro, 100% ao segundo.
A arma. Apesar de ser fácil comprar uma arma com mira, além de dispendioso corro o risco de ela ficar presa na alfândega ao ser importada, caso a encomenda seja das poucas que são verificadas. Também não serve.
Uma pistola com silenciador. Ele ao estacionar o carro, entro pela porta do pendura e Pufff, um tiro silencioso na tempera direita. Nem uma palavra, só um tiro. A bala atravessaria-lhe a cabeça de um lado ao outro, saindo com velocidade suficiente para fazer unicamente um buraco no vidro. O vidro ficaria sim com pedaços do seu cérebro, que escorreriam por ele abaixo, lentamente como gósma. Seria lindo de ver, uma história digna de contar um dia aos meus netos.

Espancá-lo até à morte, apesar de eu achar que me iria dar um prazer imenso, além de demorar tempo demais, é cansativo e barulhento. Há sérios riscos de ele escapar ou de alguém aparecer e me identificar.

Imolação. Banhá-lo em gasolina. Não. Gasóleo que é mais barato. Não. Melhor ainda, em gasóleo agrícola que além de ser ainda mais barato, ele não merece mais. Pegar-lhe fogo e vê-lo a arder. Poderia até assar umas chouriças nas chamas, embalado pelos seus gritos. Que manjar. Dois prazeres em um, vê-lo a sofrer enquanto aprecio uma bela chouriça assada no seu corpo.

Isto é tudo muito giro, mas preciso de um álibi. Preciso de em caso de ser suspeito, deixar de o ser. Não me apetece ser preso acabando por tornar-me a putinha de um gajo qualquer. Não posso ser preso, não quero apanhar no cu, pelo prazer de o ver morrer.

Telefono ao meu advogado:

"Ouve lá Vítor, qual é a melhor maneira de um gajo limpar o cebo a outro e safar-se em tribunal?"
"Mas o que estás tu a dizer?"
"Cala-te e responde, cabrão!"
"Bem, tendo como álibi alguém que testemunhe que estiveste noutro lado à hora da morte"
"Mas a pessoa usada como álibi, poderia lixar-me"
"Claro que sim"
"Tirando isso, existe outra maneira"
"Declarando insanidade temporária, o que é muito difícil ou insanidade mental, que é possível se o crime for extremamente violento"
"Ok, se eu matasse um gajo e em tribunal, desse umas cabeçadas na parede, gritando que foram as vozes dos marretas que me disseram para o matar. Isso poderia resultar?"
"Mas, tu estás louco?"
"Responde à puta da pergunta!"
"Sim, poderia"
"Ok, então safava-me?"
"Em vez de prisão, essa pessoa cumpriria pena mais leve num hospital psiquiátrico"
"Muito bom. Obrigado"
"Mas para que queres saber isto?"
"Mete-te na tua vida"

É isso. Para um gajo normal como eu, fazer-me de louco é fácil. Bastam uns gritos segurando a minha cabeça, atirando-me para o chão dizendo "as vozes, as vozes". Um hospital até seria fixe, iria deixar aqueles loucos todos, malucos mesmo. Poderia até realizar o meu sonho de ter um quarto, com chão e paredes almofadadas, deve ser muito fixe.

O crime tem de ter contornos macabros e violentos, para justificar a insanidade que não tenho. Se o matar a sangue frio de forma premeditada, arrisco-me a 20 anos.

A solução? Rapto e tortura.

Rapto o gajo e levo-o para uma das quintas abandonadas da minha família, nunca vai lá ninguém e tem caves e adegas que lembram masmorras, bem como ferramentas artesanais que seriam muito úteis.

Dia 1:
Começaria com agulhas, espetadas uma a uma com intervalos de 5 minutos durante 8 horas, debaixo das unhas das mãos e pés. Um total de 96 agulhas. Depois de tão árduo trabalho iria descansar para voltar no dia seguinte.

Dia 2:
Uma a uma arrancaria-lhe as unhas, uma unha a cada 24 minutos, apreciando a sua dor.

Dia 3:
Com uma tesoura de podar cortaria-lhe os dedos, uma falange de cada vez, três cortes por dedo. Que prazer maravilhoso.
Claro que lhe iria estancar o sangue, não fosse aquele cabrão esvair-se e morrer na minha ausência, acabando com a minha alegria. O meu direito à tortura.

Dia 4:
Com uma foice, cortaria-lhe os mamilos enfiando-lha no cu. Com um alicate de pressão arrancaria-lhe todo o seu cabelo.

Dia 5:
Usando a faca de abrir os porcos, iria fazer-lhe cortes por todo o corpo evitando veias e artérias. Quero dor, não quero que ele morra... Pelos menos por agora.

Dia 6:
A língua seria cortada com uma faca do mato. Os dentes arrancados 1 a um em busca de cáries.

Dia 7:
Abriria-lhe o saco dos testículos, retirando-os. Com uma colher arrancava-lhe os olhos. Colocava os testículos dele nas cavidades oculares e os olhos no saco dos testículos e cozia o saco.

Nenhum juiz iria duvidar que eu na verdade fingia a minha insanidade. Eu não sou louco, mas tenho de me fazer de louco se for apanhado.

Claro que para o manter vivo teria de lhe umas injecções de uma solução de água com açúcar, mas ele precisaria de água para sobreviver. Água não se nega a ninguém, por isso iria força-lo a beber uma solução de água com laudano. O laudano é um veneno sem cheiro e incolor, que mata lentamente deixando o sangue ainda quente.

Dia 8:
Seria o toque final. O terminar a minha obra de arte. O meu maior prazer. O meu direito.
Com uma anestesia parcial, de maneira a mantê-lo acordado ao ponto de sentir. Abriria-lhe o peito até expor o seu coração. Com um conta gotas, pingaria uma mistura de ácido sulfúrico com água. Uma solução suficientemente fraca para não corroer o coração por completo, mas forte o suficiente para queimar. Gota a gota, gota a gota, gota a gota... Até ver o coração dele finalmente parar.

Por fim retiraria-lhe o intestino, não para fazer morcelas, mas para enfiar o intestino grosso dele, pela boca ligando-o através do estômago ao intestino delgado.

Ai iria rir e rir, como um perdido. A minha obra completa.
O seu corpo ali ficaria a apodrecer. Ninguém ali entra, só eu. Tenho os meus dois Rotweiller's soltos e eles não deixam ninguém entrar. Ao contrário de mim, eles são maus e agressivos. Eu diria que os meus cães são psicopatas, loucos, não percebo como ficaram assim, sendo eu tão normal. Normal tendo em conta as pessoas de QI superior. Não esta cambada de ovelhas que povoam o mundo. Fantoches que precisam de ser liderados e educados por seres divinos na terra, como eu. Sou normal no seio da minha superioridade divina.

O crime justo, o crime quase perfeito. Mas não perfeito, porque há corpo.
Pensei em desfazer o corpo dele em ácido, mas sou incapaz de o fazer. Isso iria destruir a minha obra de arte, que quero guardar para sempre. Além disso destruía o meu álibi.

(termina a 9/11)